A erva é seca, mas frutifica
Fernanda Santiago Valente*
Eu não sabia que para florescer, a erva primeiramente seca. Podemos trazer isso a nossa realidade. Quantas vezes secamos e ficamos abatidos achando que não tem mais jeito? A maioria das ervas são temperos ou chás medicinais. Além de aromatizar comidas, ambientes e produtos de beleza, elas tem o poder de curar.
Na nossa vida podemos nos comparar com algum tipo de erva: salsa, alecrim, manjericão, erva cidreira, orégano… Vamos sempre nos identificar com algum tipo de erva. Aquela que por algum motivo enche de aroma e sabor a nossa vida. Pode ser o cheiro inesquecível do prato especial que a sua avó ou alguém querido preparava.
São as lembranças do tempo. São as cores e sensações que fazem questão de permanecer no nosso DNA. É comprovado cientificamente que as nossas células guardam as memórias dos nossos antepassados e talvez, eles sejam os curandeiros que raramente encontramos nos dias atuais.
Neste tempo também é necessário se desviar das ervas daninhas ou até mesmo não se tornar uma. Aquela erva que cresce sufocando, machucando e até secando todos ao redor. Posso chamar isso de amigos ou parentes tóxicos. Todos nós temos.
Que o tempo de hoje nos faça refletir em crescer e fazer o outro crescer. Há lugar para várias espécies, cada uma com a sua cor, flor, cheiro e sabor.
* Professora e Jornalista com especialização em Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Estudou teatro, fazendo parte do Grupo GEXTUS (Grupo Experimental de Teatro da UniSantos). Também presta trabalhos de comunicação digital e se dedica ao blog Sonhar e Planejar, defendendo causas inclusivas e ao Blog Pluralidade. É professora em Santos, pelo Governo do Estado de São Paulo.
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